Qual Davi a cantar da vida a vaidade
Custodiarei a língua mordaçando
O solilóquio silente increpando
A me torvar, combusto em soledade
Dizei-me, ó Senhor, a postrema idade
E o que me vale o que amaro vou herdando
O azinhavre a todo ouro está grassando
Iméritas são faina e veleidades
Elidis do meu pudor a ignomínia
A que ao sandeu eu não diga nem redarga
Mesmo que o relho em meu corpo grite: ais!
Consome a alma sem que o homem domine-a
É viandante escarmentado em via amarga
A deprecar até um dia ser não mais
23/05/2026
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