sábado, 23 de maio de 2026

Psalmo 39

Qual Davi a cantar da vida a vaidade

Custodiarei a língua mordaçando

O solilóquio silente increpando

A me torvar, combusto em soledade


Dizei-me, ó Senhor, a postrema idade

E o que me vale o que amaro vou herdando

O azinhavre a todo ouro está grassando

Iméritas são faina e veleidades


Elidis do meu pudor a ignomínia

A que ao sandeu eu não diga nem redarga

Mesmo que o relho em meu corpo grite: ais!


Consome a alma sem que o homem domine-a 

É viandante escarmentado em via amarga

A deprecar até um dia ser não mais


23/05/2026

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