Quer se servir de mim o mal, as trevas
Eis o que sou dele, em seus tolos juízos,
Instrumento de mãos, de pernas sevas
Quer ser a mortandade a que eu mais viso
Sendo somente um de suas tantas levas,
Sem rosto, sem figurar muito preciso,
Desfeito de mim, e estradas longevas
Oculta da vista, vias do paraíso
Quer meu sangue libar em seu descuido
E ter de mim préstimos de agouros
Ofensor primevo da redenção
Urbanamente anseia os santos fluidos
Quer em verdade mercar-me qual touro
Sem saber da minha leal devoção
15/02/2026
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