Hei de cantar qual ave em terebinto
Inda que supedâneo ao imigo seja
Empecer-me é o que somente deseja
Ele não sabe como em vós me acinto
Em vosso Verbo homiziado me sinto
Mas do ofensor a felonia sobeja
Em seu tino meu exício moureja
Insciente do vosso juízo distinto
Em frascos contivestes meu carpir
E há de evadir o agressor na oração
Que clamo a vós, Senhor, e ao Verbo vosso
Se hei em vós vestidura, quem vai despir
Dos votos de honra, louvor e ablução
Se da morte livrastes-me do fosso?
09/05/2026
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